O mercado de trabalho na Construção Civil manteve sua trajetória de crescimento em fevereiro de 2025, com a criação de 40.871 novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse foi o melhor resultado desde janeiro de 2024, quando foram geradas 47.079 vagas. O saldo positivo reflete a diferença entre 240.305 admissões e 199.434 demissões no setor, evidenciando a resiliência da construção civil mesmo diante de desafios econômicos.
O desempenho também representa um avanço em relação a janeiro deste ano, quando foram criados 38.541 empregos formais, resultando em um crescimento de 6,05%. “O setor segue fortalecendo sua capacidade de geração de empregos, acompanhando o aquecimento do mercado imobiliário e os investimentos em infraestrutura”, destacou a economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos. No acumulado do primeiro bimestre de 2025, a Construção já contabiliza 79.412 novas vagas, um resultado expressivo para o período.
Na comparação anual, o número de trabalhadores formais no setor passou de 2.829.847 em fevereiro de 2024 para 2.937.469 no mesmo mês deste ano, uma alta de 3,80%. “Esse avanço reflete a continuidade do crescimento do setor, impulsionado por investimentos e novos projetos, especialmente em habitação e obras públicas”, pontuou Vasconcelos. O crescimento do emprego na construção tem sido acompanhado de uma demanda crescente por mão de obra qualificada, o que reforça a importância de programas de capacitação profissional para atender ao mercado.
Todos os três segmentos da Construção apresentaram saldo positivo. A Construção de Edifícios foi responsável por 40,52% das novas vagas (16.562), impulsionada pelo aumento de lançamentos imobiliários. Os Serviços Especializados para a Construção responderam por 35,26% (14.411), refletindo a demanda por acabamentos e instalações em obras em andamento. Já as Obras de Infraestrutura contribuíram com 24,22% (9.898), mostrando o impacto de investimentos públicos e privados em rodovias, saneamento e energia.
As perspectivas para os próximos meses seguem otimistas. “Os lançamentos imobiliários cresceram 18,6% em 2024, e as vendas aumentaram 20,9%. Como o ciclo de produção do setor é longo, esses números tendem a continuar impulsionando a geração de empregos”, explicou a economista. Além do mercado imobiliário, projetos de infraestrutura e investimentos em obras públicas devem continuar a sustentar esse crescimento no médio prazo.
Entre os estados que mais criaram empregos na Construção Civil em fevereiro, São Paulo liderou com 11.399 novas vagas, seguido por Minas Gerais (5.785), Paraná (3.333), Santa Catarina (3.320) e Rio de Janeiro (3.006). Já entre as cidades, São Paulo também se destacou com 5.156 novas contratações, acompanhada por Belo Horizonte (2.255), Rio de Janeiro (1.216), Guarulhos (895) e Salvador (698). “Esses números refletem a pujança econômica dessas regiões, que concentram grandes projetos habitacionais e de infraestrutura”, afirmou Vasconcelos.
O cenário positivo reforça a importância da Construção Civil como um dos principais motores da economia brasileira, contribuindo para a geração de empregos, o crescimento do PIB e o desenvolvimento urbano. “A geração de empregos segue robusta e reflete o dinamismo do setor, essencial para a economia brasileira”, concluiu Vasconcelos.